Ponte do Cubatão volta a ser de mão única temporariamente
Problema na estrutura da nova ponte obrigou administração fazer interdição parcial
Da redação
Uma obra esperada e desejada há décadas por toda população cajuruense e porque não, da região, pelo grande fluxo de veículos que trafegam pela vicinal Cândido José Garcia. A construção da ponte sobre o rio Cubatão significou um grande marco para o progresso e também para a segurança dos usuários, em decorrência das várias mortes que ali ocorreram no passado e, para sua inauguração oficial uma equipe da Defesa Civil do governo do Estado de São Paulo lá esteve em vistoria no dia 2 de setembro 2022, e nós do Jornal de Cajuru, estávamos lá registrando tudo e publicamos naquela semana em destaque.
Um ano se passou desde a inauguração, até que nos últimos meses, problemas na estrutura da nova ponte começaram a chamar a atenção. Uma equipe técnica da prefeitura, composta por integrantes da Secretaria de Obras e Defesa Civil, que após avaliar o caso entendeu a necessidade da interdição parcial. Em seguida, um documento relatando o caso foi enviado para a empresa Ecopontes, responsável pela construção do empreendimento, além de um comunicado oficial para a Casa Civil do Estado, onde o projeto foi aprovado. Feito isto, agora a prefeitura irá aguardar, pelo período de 15 dias, um posicionamento, visto que de acordo com o contrato, a obra está so a vigência de uma garantia de cinco anos.
Pela importância desta ponte, passamos os últimos dias conversando e ouvindo pessoas que de alguma forma estão ligados a esta obra. O prefeito Alex Moretini que destacou, “tem caminhões circulando com cargas acima de 100 toneladas, sendo que a capacidade de carga da estrada vicinal Cândido José Garcia e da ponte é de no máximo 45 toneladas e as placas com esta indicação estão lá para que todo motorista que circula nos dois sentidos possa ver e, portanto, se orientar”.
Além desta questão do excesso de peso, a grande maioria dos motoristas de caminhões quando vão entrar na ponte, estão dividindo metade do veículo na ponte antiga e a outra metade na ponte nova, com isso está ocorrendo um excesso de peso nas duas laterais centrais deixando assim a nova ponte com estrutura de aço, em desvantagem. A comprovação se deve ao fato de que a região central do trajeto, quando a nova ponte se encontra com a estrutura da velha, se abalou. De acordo com outros teóricos que falaram com nossa reportagem, quando um veículo, principalmente caminhão, utiliza a mão corretamente, sem fazer divisão de trajeto, o peso se espalha de forma uniforme sem se concentrar somente num só lugar como neste caso que somente o centro da nova ponte se fragilizou.
O Departamento Jurídico, juntamente com a Secretaria de Obras da prefeitura de Cajuru, já notificou a empresa para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido e, está aguardando um posicionamento. Enquanto isso, a Defesa Civil da cidade manterá a interdição parcial no local e ao mesmo tempo combatendo a circulação de veículos com excesso de peso no local.


