Córrego é sufocado por grande assoreamento
A encosta ciliar da cabeceira do córrego da onça foi encoberta pela terra deslocada na erosão
Da redação
Na semana mundial do meio ambiente o Jornal de Cajuru traz um caso que salta aos olhos de quem passa pela rodovia Abrão Assed, poucos metros depois do trevo no sentido Cajuru/Ribeirão Preto, no lado esquerdo avista-se nos fundos da chamada chácara dos Cruzes, hoje propriedade da família Ré, uma grande área de assoreamento que está sufocando o pequeno córrego onde há pouco tempo via-se crianças brincando no poço que ali se formava.
Estamos falando de um pequeno córrego, mas que é de grande importância para um conjunto ambiental. Trata-se das nascentes mãe, consideradas cabeceira do famoso córrego da Onça que percorre dezenas de quilômetros e banhando centenas de propriedades agrícolas do município de Cajuru até desaguar no rio Araraquara que por sua vez deságua no rio Pardo.
A causa de todo este problema está diretamente ligada a uma grande erosão localizada no acostamento da rodovia Abrão Assed, que em decorrência das últimas chuvas foi tendo sua dimensão aumentada e a força das enxurradas foi levando a terra para as margens do pequeno córrego, provocando com isso a supressão da Área de Preservação Permanente, totalmente encoberta pela terra.
O que foi uma erosão, hoje já se transformou numa grande voçoroca que, em alguns pontos, possui entre 5 e 6 metros de profundidade e em torno de 4 metros de largura que já avança também de um lado, em direção à rodovia e, para outro, propriedade adentro onde alguns metros de cerca já está pendurada, oferecendo risco de acidentes com os animais: vacas e cavalos que ali buscam pastagem.
Todo este caso é de responsabilidade do DER-Departamento de Estradas e Rodagens que já colocou homens e máquinas no local na tentativa de controlar a situação. No final construíram quatro barreiras cobertas com plásticos. Mesmo assim, a família Ré protocolou um requerimento junto ao órgão na regional em Ribeirão Preto solicitando o reparo imediato dos danos causados tanto no corpo d’água como também na estrutura da divisa com a rodovia. Em resposta ao requerimento da família, técnicos do DER disseram que a obra no local já está autorizada e que no momento só está dependendo dos trâmites normais para começar os reparos.
Ouvimos a opinião de algumas pessoas entendidas neste tipo de assunto, e o consenso é de que, por se tratar de local em declive, após tampar a voçoroca com terra, o correto seria construir canaletas em forma de escadas para conter a forças das futuras enxurradas.
Mas a margem do córrego, que está assoreada, também deverá ser recuperada.

