Tempestade furiosa deixou rastro de destruição
Da redação
Eram por volta das 15h30m desta quarta-feira, 03/12, quando uma grande nuvem negra surgiu por sobre a cidade de Cajuru. Aos poucos, conforme a nuvem avança acompanhada de uma forte ventania bem fria já dava para perceber que não seria pouca coisa. E não deu outra, Cajuru foi tomada por fortes rajadas de ventos que de acordo com o serviço meteorológico ficou entre 70 e 90 quilômetros e grande volume de água.
Tudo aconteceu por pouco tempo. Aproximadamente 40 minutos de uma tempestade que deixou prejuízos e muito rastros de destruição.
Várias árvores não resistiram a força dos ventos e tombaram. Nestes casos, destacamos um ipê de aproximadamente 15 metros de altura localizada na rua São Paulo que caiu e atingiu instalações da Sabesp do outro lado da rua. Outra árvore de grande porte, em torno de 10 metros, caiu em frente a antiga rodoviária e por poucos centímetros não atingiu um carro que estava estacionado. Neste mesmo local, também em frente a antiga rodoviária boa parte do telhado de uma lanchonete não resistiu e foi ao chão. Outras duas árvores de médio porte também caíram. Uma na praça Joaquim C. Garcia, em frente ao colégio Galdino de Castro que atingiu levemente um veículo e a outra na rua Voluntário Silvano. Um posto de combustível que opera na saída de acesso ao cemitério municipal teve parte do forro do teto atingido também pelo vento.
Em vários pontos da cidade ficaram marcas da rápida e assustadora tempestade, e um dos destaques, infelizmente, foi a destruição causada na Estância Palmital localizada na rodovia vicinal Narcizo Ferreira Lopes, acesso a Cássia dos Coqueiros, onde funciona toda semana o “Leilão do Cesinha”. Quando a tempestade chegou no local, todos estavam trabalhando nos preparativos do leilão que aconteceria naquela noite. Os animais já estavam fechados no curral de acesso a exposição e o resultado foi um grande prejuízo financeiro em consequência da destruição de boa parte da cobertura do barracão principal, construído recentemente. A força do vento foi tão grande que projetou uma viga de ferro até atingir e matar um bezerro que estava fechado e que seria leiloado. “Parecia que o mundo ia acabar”, nos relatou um funcionário que presenciou todo acontecido.
Assim como em Cajuru, neste mesmo dia tempestades violentas atingiram e deixaram rastro de destruição e grandes prejuízos materiais em várias cidades da região.




