BELEBONI E SUAS HISTÓRIAS
Eu Bartolomeu Beleboni, resolvi fazer uma caçada lá nos fundos da fazenda Nossa Senhora Aparecida, de propriedade da família Guimarães. Peguei minha espingarda de chumbinho e meu estilingue, que fiz no capricho. Enchi meu embornal de pedregulho e bolinhas próprias.
Eu era profissional nas pontarias. Já na fazenda, entrei no meio do cafezal onde as pombinhas corriam pra lá e pra cá na minha frente. Quando deu quatro horas da tarde, já estava com cinco pombas do ar para fritá-las no jantar.
Desci a serra e do outro lado morava um grande amigo chamado Zé Valério que quando cheguei, estava tirando leite das vacas e foi logo enchendo uma caneca de leite misturado com mel de abelha europa, uma gostosura. Sentados no cocho, passamos para o peito duas canecas cada um. Quando olhei para cima, tinha um pé de jatobá carregadinho de frutos maduros, em meia hora consegui derrubar mais de 20. Cortei de uma cerca 10 metros de arame liso e amarrei meu embornal, pendurei em meu pescoço tudo que podia carregar.
Bem estas minhas histórias são verídicas e pré-históricas, e os acontecimentos são inéditos.
Em meu retorno para nossa cidade de Cajuru, escutamos um barulho de engenhoca, era o funcionamento do engenho da família Guimarães de onde saía garapa espumosa que estava abastecendo o alambique e para fazer rapadura de cor amarelinha. Naquele dia, aproveitei e comprei 15 rapaduras para mim, minha família e para meus amigos. Aí sim, o sucesso foi de dar inveja e fama para mim e meus familiares.
Bartolomeu Beleboni