Abraão Assed e Joaquim Ferreira foram privatizadas dia 27/2
Da redação
Este é um assunto que já vinha sendo debatido na região há um bom tempo desde que o atual governador divulgou sua intenção de privatizar e implantar pedágios em grande parte das rodovias do estado de São Paulo. Assim que a notícia se espalhou através da imprensa, a população protestou e vários prefeitos, incluindo Alex Moretini de Cajuru se reuniram há um ano em Mococa como objetivo de reivindicar junto ao governo a não instalação dos pedágios.
Pelo jeito a força politica dos prefeitos de nada adiantou, e agora, no dia 27 de fevereiro o governo bateu o martelo no leilão de concessão com oferta de R$ 1 bilhão de reais que consagrou como vencedor do certame o grupo Azevedo e Travassos que já são responsáveis pelas rodovias Abrão Assed-SP 333 no trecho entre Cajuru e Santa Cruz da Esperança e Joaquim Ferreira-SP 338 entre Cajuru e Mococa.
A sessão pública aconteceu na sede da Bolsa de Valores de São Paulo, e contemplou ao todo a concessão de mais de 500 quilômetros de rodovias estaduais à iniciativa privada.
O investimento previsto ao longo dos próximos 30 anos de contrato é estimado em aproximadamente 9 bilhões e obriga as empresas vencedoras a promover a duplicação de mais 217 quilômetros de estradas, além de implantação de 138 km de faixas adicionais e 86 km de novas vias marginais.
A concessão também prevê a criação de novos pontos de cobrança de pedágios. De acordo com o governo estadual o sistema free flow só poderá iniciar a operação após a execução das melhorias iniciais obrigatórias, com fiscalização da agência reguladora. Neste caso, na região de Ribeirão Preto, a licitação prevê a implantação de uma praça de pedágio free flow na divisa de Cajuru com Mococa e outra praça na divisa entre Serra Azul e Santa Cruz da Esperança, próximo ao Rio Pardo.
Desde que a privatização das rodovias foi amplamente divulgada pela imprensa regional, começaram as discussões com opiniões a favor e contrário principalmente a instalação dos pedágios que sem dúvida irá mexer com o bolso e aumentar o custo de vida dos que usam as rodovias para trabalhar. Além destas discussões, outro questionamento foi com relação aos dois trevos de Cajuru. Como eles serão construídos? Serão construídas passarelas para atender as necessidades de pedestres? No caso do trevo principal (saída p/ Ribeirão), como os sitiantes e moradores de chácaras farão a travessia?
Na verdade, estas e outras respostas de esclarecimento deverão acontecer quando o projeto de execução da obra for divulgado.

