Escritora com origem cajuruense
Ana Luísa de Oliveira é escritora, jornalista e produtora de conteúdo digital para pessoas e empresas, vive em Campinas, neta do casal de professores cajuruenses Maria Helena e Dr. José Hernani de Oliveira, este também advogado. Aos 14 anos já havia publicado seu primeiro blog e, desde então, tinha intenções de que suas palavras, ao encontro de outras pessoas, pudessem causar transformações na vida dos leitores.
“O que eu queria mesmo dizer e transformei em poesia” é o seu primeiro livro com ilustração e design de Rafaela Pedigoni Mauro Milani, uma sintonia perfeita, uma visão da vida que perpassa por uma sensível leveza dos versos às ilustrações, levando à possível superação da pressa do mundo, via um olhar muito simples e profundo da realidade. São ilustrações de traços finos que revelam a perenidade da vida na coragem para confessar angústias e riscos de viver.
São poemas que trazem reflexões da relação do indivíduo com seu próprio ser, da busca de autoconhecimento, de descoberta do tempo para cada coisa, do entendimento do que há ao redor, do se deixar guiar pelos sentimentos, com acolhimento, sendo fiel a si mesmo. Poemas que revelam a interiorização gerando aceitação de sentimentos, mesmo os mais negativos, aqueles dos quais fugimos, provocando crença nos sonhos.
Cada página se apresenta em impressão claro versus escuro, parte em negrito ao lado de leves ilustrações, layout que vai de encontro à dicotomia envolvida no cotidiano de cada um, no meio em que se vive, interior versus exterior, é pensar o ser individual que resgata a si próprio, sua própria história, sem preocupação com expectativas alheias, na companhia dos sonhos; como se tudo fosse um quebra cabeça na tentativa de encaixe de peças bagunçadas entre defeitos e qualidades; um mergulho na própria profundidade.
Diante da vida, da natureza, com paciência, permitindo-se escolhas, é possível descobrir que nada é para sempre, que tudo ocorre no seu devido tempo, que se virar poesia então, tudo pode suavizar, versos que conduzem a um encanto pela leveza que pode ser a vida.
Alguns versos: “escorrego na minha própria pressa”, “Acolher sem cutucar as feridas”, “tudo que você precisa está aí dentro”, “aprender eu mesma/os melhores caminhos/Para me cuidar”. Eis uma dica para ler e reler. E mais ainda, impressão em papel certificado de reflorestamento e parte do valor arrecadado com as vendas será convertida para apoiar o projeto Abrigo Amigo que ampara animais em situação de rua e maus tratos, do resgate à adoção. Mais um orgulho para Cajuru.
