DENGUE, uma turbulência que passou por Cajuru
Pela primeira vez duas pessoas foram a óbito na cidade
Da redação
Agora estamos vivendo momentos de maior tranquilidade no que se refere á dengue com a queda significativa dos números de casos. Mas nos meses de janeiro, fevereiro e março os números de pacientes com a doença eram de impressionar.
Para se ter ideia da dimensão inédita da doença em Cajuru, em janeiro foram 234 atendimentos por dia. Em fevereiro foram 252 atendimentos por dia, já em março foram 247 atendimentos por dia, em abril começou a queda com 206 atendimentos por dia no Pronto Socorro municipal.
Foram meses com uma verdadeira guerra sendo travada em várias frentes com equipes da secretaria municipal de saúde visitando e vistoriando residências e os respectivos quintais em todos os bairros da cidade seja com os mutirões de limpeza, seja com aplicação do requisitado fumacê, e mesmo assim atingimos a marca de 378 casos positivos.
A dengue espalhou-se com tanta força na cidade que a Santa Casa chegou a marca de 100% dos leitos ocupados com atendimentos aos casos mais graves. E por falar em casos mais graves, infelizmente, este ano ocorreu um fato inédito na luta contra a dengue, dois pacientes homens foram a óbito. Um jovem e um idoso com outras comorbidades e que tiveram a saúde prejudicada gravemente após a picada do mosquito Aedes Aegypti.
De acordo com a secretária de saúde de Cajuru, Geovana Biaggi, a diminuição significativa nos casos de dengue na cidade se deve a vários fatores, primeiro a diminuição das chuvas junto com uma importante queda nas temperaturas. além da intensificação de outras frentes de trabalho. como por exemplo. a atuação eficaz do fumacê aliado a uma maior conscientização da população no que se refere à limpeza dos quintais e terrenos baldios, inclusive os canais abertos para denúncias que foram muito utilizados.
De acordo com a secretária de saúde, Geovana, a agressividade da doença este ano foi maior que no ano passado e isto se deve inclusive aos tipos diferentes, graças à capacidade de mutação e evolução que vem ocorrendo com o passar do tempo, e ainda há expectativa da expansão da doença baseando-se nas previsões de volumes de chuva que ainda estão para ocorrer nos próximos períodos deste ano.
O alerta à população fica por conta de que ainda não é hora de baixar a guarda diante do mosquito e seus criadouros que se formam em água parada, por isso, temos que ficar em alerta o tempo todo para evitar que os casos voltem a crescer em nossa cidade.
