Escolhas x Voto

Por: Maria Izabel Gomes Morgado

Atualmente há vinte e nove partidos em nosso país aptos ao oferecimento de possibilidades de escolha aos eleitores. O voto não é apenas uma escolha, é muito mais, é a transferência de decisão que o cidadão faz a alguém que então adquire o direito de decidir por toda uma comunidade, uma cidade, um estado, um país. Em Cajuru, são onze partidos que apresentam seus candidatos.

Com os candidatos a prefeito, por exemplo, Alex Moretini reúne quatro partidos, três de centro e um de direita, a mesma situação de João Ruggeri, enquanto João Gregório está com dois partidos de direita e Juliano do Bar com dois também, um de centro e um de direita. E o único partido de esquerda não apresenta candidato a prefeito, porém está colocando para a escolha do eleitor dez candidatos a vereador, número que cada partido tem direito no município de Cajuru.

Ao votar, o cidadão escolhe alguém que decidirá os rumos que quer para sua cidade, não apenas para si, mas para toda uma população, para a geração atual e, para as futuras que herdarão as consequências, sejam elas boas ou más. Eis, portanto, a grande responsabilidade e poder de um voto, de uma escolha.

Um candidato escolhido deve ser aquele que tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida da população, que considera a participação popular, que apresenta propostas concretas, que manifesta uma identidade de luta pela igualdade social, econômica, racial, cultural.

As políticas públicas apresentadas como propostas devem prever a diminuição das desigualdades, a prática da justiça social e, para que a população menos favorecida tenha seus direitos garantidos, faz-se necessária a participação do Estado, do poder público.

O nacionalismo exagerado, as discussões antissistemas, as posições contrárias aos direitos conquistados, bem como o impedimento de que se tornem realidade, as pautas morais, a falsa defesa de valores e bons costumes, nada disso pode representar toda uma população sem vez e sem voz.

Todos os eleitores têm o dever justo e fraterno de escolher quem possa viabilizar e defender segurança, moradia, saúde, educação, lazer, cultura, alimentação, enfim, condições dignas de vida a TODOS e não apenas a pequenos grupos privilegiados.

Pensem, analisem e, votem com consciência, seriedade e bom senso e nunca por conveniência ou interesses pessoais.