Barragem da Itaipava, uma tristeza de se ver em plena Piracema

Da redação

Ainda temos pela frente mais alguns dias de pesca proibida, em todas as modalidades, em respeito ao período da desova dos peixes que de acordo com a portaria do IBAMA vai até o último dia deste mês de fevereiro, excepcionalmente este ano 29.

Até pouco tempo, pelo grande volume de chuvas, entendíamos que a Piracema atingia seu ápice a partir da segunda quinzena de janeiro se prolongando até o final de fevereiro quando o rio atingia as boas marcas de volume de vazão, proporcionando com isso o grande espetáculo da chegada de grandes cardumes para se desovarem na corredeira abaixo da barragem enquanto outras espécies tentavam subir a escada para atingir o remanso na parte superior do paredão.

Agora tudo está mudando, graças aos efeitos das mudanças climáticas e do El Ninho. Na tarde de ontem, estivemos na barragem da Usina Itaipava e, para nossa surpresa, a imagem que encontramos foi exatamente oposta, pois esperávamos encontrar uma grande vazão, com todo espaço da corredeira tomado pelas águas do Pardo para possibilitar a ocupação dos cardumes, como estávamos acostumados em anos anteriores. Infelizmente não foi o que aconteceu. A imagem ao lado, que registramos na tarde de ontem, é o retrato fiel do momento grave que estamos presenciando, com as pedras expostas, mostrando que as mudanças do clima não é uma simples brincadeira ou discurso de ambientalistas radicais. A pesca continua proibida até o último dia deste mês, mas a Piracema e a desova dos peixes, com o rio Pardo apresentando este baixíssimo nível de água, infelizmente não se encerrará com resultados positivos como presenciamos em anos anteriores.               

Barragem da Itaipava, uma tristeza de se ver em plena Piracema
Na triste imagem de ontem, mesmo com as últimas chuvas uma fina cortina de água mostra a baixa vazão do Pardo em plena Piracema