Febre Maculosa um perigo fatal que ronda zona rural principalmente beiras de córregos e rios
Da redação
Desde a semana passada, as equipes da Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Cajuru estão participando de reuniões e treinamentos com a CVS-Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Estado de São Paulo que está passando orientação para que as equipes possam desenvolver trabalhos na cidade no que se refere à febre maculosa, que também é conhecida como doença do carrapato e que pode até levar à morte.
Todo o Estado de São Paulo entrou em alerta, a partir dos casos ocorridos na fazenda Santa Margarida na cidade de Campinas, no período de maio a junho, quando a Vigilância Epidemiológica identificou casos de febre maculosa em duas mulheres, uma de 38 e outra de 58 anos, ambas faleceram.
Somente neste ano de 2023, já foram registrados 19 casos de febre maculosa, sendo 9 casos de óbitos, e destes, quatro óbitos estão relacionados aos casos do surto de Campinas. Em 2022, foram registrados 63 casos, com 44 óbitos confirmadas. Já em 2021, foram 87 casos e 48 óbitos.
Falando ao Jornal de Cajuru, esta semana, a secretária municipal de saúde, Geovana Biaggi, alertou sobre os cuidados que todos devem ter, principalmente os moradores e frequentadores de sítios, fazendas, ranchos e haras. Nestes casos, ao identificar um carrapato grudado na pele, não esmague e faça a retirada utilizando uma pinça, observe o surgimento dos sintomas, tais como: febre, manchas avermelhadas pelo corpo a partir do 3º ou 5º dia de febre. além de dores musculares.
No caso de rancheiros, chacareiros, sitiantes e fazendeiros que já avistaram a presença de capivaras, o alerta deve ser ainda maior, afinal é nestes animais que o carrapato estrela e transmissor se hospeda.
Vale lembrar que em Cajuru, existem grandes populações de capivaras que habitam as margens dos rios Pardo, Cubatão, Araraquara e Ribeirão Vermelho.