Bebeto
Que calor, que calorão…
Por: Carlos Alberto Carvalho da Silva “Bebeto”
Caro leitor, 02 de fevereiro de 2007, ou seja, há dezessete anos, saia o Relatório do Painel Intergovernamental da Mudança do Clima (IPCC) que alertava a comunidade mundial sobre as Mudanças do Clima no Planeta, relatório este elaborado por mais de 2500 cientistas que trabalharam em colaboração entre mais de 130 países e atendendo a uma solicitação da ONU (Organização das Nações Unidas), através do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
Pois bem, passados dezessete anos e diversos acordos, convenções do clima, inclusive se realiza neste momento a COP28 em Dubai, pouco se fez para mitigar (atenuar) o aquecimento global provocado pelo efeito estufa e, hoje, sabidamente, por ação antrópica (ação realizada pelo homem).
Em agosto de 1977 duas sondas americanas foram lançadas, a Voyager 1 e a Voyager 2, cuja missão era explorar os planetas do nosso sistema solar e o espaço interestelar( material que preenche o espaço entre as estrelas), indo até à fronteira mais externa do sistema solar( Heliopausa). A Voyager 1 já percorreu 24 bilhões de quilômetros e não encontrou nada no que se refere a algo parecido com o nosso planeta Terra. Os astrônomos observam que a área do universo observável é de 93 bilhões de anos-luz. Um ano-luz corresponde a 9,461 trilhões de km, percebe-se que estes números são gigantescos e se dividirmos o espaço que a Voyager 1 já percorreu nestes 46 anos de viagem pelo espaço, ela na verdade nem arranhou a grandiosidade deste último. Porque trato destes números? Ora, o calor que sentimos há exatos 16 anos atrás, quando escrevi neste jornal um artigo cujo título era “Que calor” era nada parecido com o Calorão dos poucos dias atrás, lá sentíamos o calor de verão, estes dias vivemos a primavera.
Já parou para pensar, caro leitor, o potencial de mudanças no nosso entorno envolvendo os mais diferente ambientes naturais, a questão da água, esta essencial à vida humana, e que a todo custo querem privatizar, SABESP é água (fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos) e esta é vida, e vida não se privatiza. As sondas não encontraram nada, estamos num sistema predatório do planeta, este não precisa de nós, e nós precisamos da Terra, pois não há nada parecido lá fora , então resta o cuidado, cuidar, preservar para que possamos deixar o planeta melhor do que um dia o encontramos. Pense nisso…