Os últimos orelhões de Cajuru foram recolhidos esta semana

Eles foram icônicos e marcaram uma importante época da comunicação entre pessoas

Da redação

Só restavam dois. Esta semana os últimos dois orelhões que ainda estavam de pé em Cajuru foram recolhidos por funcionários da companhia telefônica.                              Desativados, mas ainda de pé, eles ainda faziam parte da paisagem na esquina das ruas Capitão José Ferreira Diniz com a rua dona Maria Pires, e o outro bem no centro da cidade, no Largo São Bento, e o Jornal de Cajuru estava lá e flagrou com exclusividade o momento exato da retirada pelos funcionários da empresa.

O orelhão, ou telefone público, foi criado em 1.971 pela arquiteta e designer Chu Ming Silveira que trabalhava na Companhia Telefônica Brasileira (CTB).

Lançado oficialmente em janeiro de 1972, no Rio de Janeiro e São Paulo, o icônico design oval em fibra de vidro cor laranja foi inspirado no formato de um ovo, para garantir o isolamento acústico perfeito contra o barulho das ruas, além de proteção contra o sol e a chuva.

Nas décadas de 70 e 80, ter uma linha telefônica fixa residencial era extremamente caro e escasso, e o orelhão levou a comunicação de voz de forma acessível a qualquer cidadão nas ruas.

Inicialmente, o sistema funcionava com fichas metálicas (que deram origem à expressão “caiu a ficha”). Na década de 90, as fichas foram substituídas pelos cartões telefônicos pré-pagos.

A queda, e o fim dos orelhões acontece com a chegada dos celulares e, com isso a popularização massiva da telefonia móvel e da internet nos anos 2000 e 2010, que provocou o desabamento drástico dos orelhões.

Atualmente, os orelhões estão sendo recolhidos pela companhia telefônica e, em seguida, colocados no depósito de sucatas.

Flagramos com exclusividade o exato momento que funcionários da empresa telefônica faziam a retirada do último orelhão de Cajuru