Cajuru inaugurou a Rede Protetiva às Mulheres
Da redação
Uma data marcante para o combate ao feminicídio e a defesa das mulheres. Foi o que aconteceu no último dia 16, na Casa da Cultura, com a cerimônia de inauguração da Rede Protetiva às Mulheres Vitimas de Violência Doméstica.
E tudo começou com a apresentação do saxofonista João Gabriel que solou o clássico “Carinhoso” de Pixinguinha em seguida a mesa foi composta pelo capitão PM Daltozo, sargento PM Rogério, prefeito Alex Moretini, vereadores João P. Constâncio e Elaine Salgueiro, a vice Luciene Guedes e Sidnei Carvalho comandante da GCM. Na plateia a presença de pessoas dos setores de educação, saúde, Assistência Social, Conselho Tutelar e alunos do colégio Geraldo Torrano do 1º, 2º e 3º ano, que inclusive elaboraram trabalhos com o tema “feminicídio”, enfim, todos interessados e preocupados com o tema.
Em seguida a cabo PM Michelle que vem atuando há mais de dois anos em Cajuru e mais seis municípios através da Patrulha Maria da Penha se destacou explanando seus conhecimentos e com dados impressionantes que mostram o crescimento dos casos de agressões que a cada dia atingem mais e mais mulheres em todo Brasil. “Uma mulher é assassinada a cada 10 minutos por um parceiro íntimo”, cravou a cabo Michelle. Ao Jornal de Cajuru, a policial afirmou que nossa cidade tem registrado alto índice de violência doméstica, e a sociedade precisa se posicionar e combater estas práticas vergonhosas.
Com objetivo de instrumentalizar o combate destas práticas de violência contra as mulheres é que neste dia foi criada a Rede Protetiva, com a assinatura do Decreto Municipal nº 12.978, de 15 de junho de 2026 que promove ações integradas e articuladas de enfrentamento à violência de forma preventiva, protetiva, assistencial e repressiva.
Mesmo com toda esta movimentação e mobilização das autoridades, com objetivo de combater e proteger as mulheres das mais variadas formas de violência, é muito importante que estas práticas sejam denunciadas e o apelo é que ao se perceber que está acontecendo algum ato de violência, é só ligar para 190 ou também através do aplicativo SP MULHER. A identidade do denunciante é sempre preservada.

