Servidor da prefeitura de Cajuru e empresas são investigados pela polícia
Da redação
“Operação Cortina de Fumaça”. Este é o nome da operação deflagrada pela Polícia Civil que apura irregularidades envolvendo servidor técnico do setor de licitações da prefeitura de Cajuru e serviços prestados por empresas em Santa Cruz da Esperança, Serra Azul, Batatais e Passos (MG).
Logo nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 26/6, equipes da Polícia Civil estacionaram em frente do prédio central da administração pública de Cajuru, localizado bem no centro da cidade, para cumprir mandados de busca e apreensão, inclusive em empresas que prestam serviços em outras prefeituras da região, citadas acima. O nome dos servidores e das empresas não foi divulgado.
Entre os serviços prestados pelas empresas constam: limpeza de córrego, vicinal e cemitério, compra e instalação de vidros e obras de pavimentação em Cajuru.
De acordo com as informações da Polícia Civil, três inquéritos diferentes foram instaurados, mas os indícios de irregularidades acabaram se cruzando durante as investigações. Em apenas um dos núcleos investigados, os contratos públicos suspeitos envolvem repasses de recursos que ao longo dos anos ultrapassam a cifra de R$ 3 milhões.
SUSPEITAS INVESTIGADAS:
*possíveis fraudes em procedimentos licitatórios;
*eventual pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e execução das obras;
*suposto envolvimento de servidores municipais da prefeitura de Cajuru na facilitação de contratação e obtenção de benefícios ilícitos.
Durante a operação aparelhos celulares, notebooks e vários documentos do departamento de obras e na sede da prefeitura foram apreendidos e serão submetidos a análises periciais para esclarecer as suspeitas que chegaram à polícia através de denúncia anônima no ano passado.
Em entrevista à EPTV, o procurador jurídico da prefeitura de Cajuru, Luiz Evaneo Guerzoni, declarou que “A polícia veio atrás de alguns documentos e computadores, e a informação que nos foi passada é que se tratava de investigação de algumas licitações de serviços prestados, e até o momento não temos conhecimento do teor destas investigações. Desta forma, participaremos e ajudaremos nas investigações, e temos todo interesse em colaborar com a Justiça”, finalizou o procurador jurídico.
As investigações continuam, no sentido de apurar com rigor qual o grau de participação de pessoas, funcionários da prefeitura e empresas neste esquema de fraude. Até o momento, o prefeito não tem nenhuma participação nos casos.