Linda história de um Jeepão Randirod

Em um sábado de manhã estava eu, Bartolomeu Beleboni, comprando este Jeepão, na agência de revenda do senhor José Alberto, localizada nos fundos da vila Virginia, em Ribeirão Preto. Quando liguei a chave, saiu fumaça por todos os lados que até afogou as pessoas que ali se encontravam e me deram uns dez coques em minha cabeça, que vergonha.

Levei o senhor José Alberto na agência do Banco F. Barreto S/A, paguei-lhe em dinheiro vivo na boca do caixa.

Bem, na vinda para nossa querida Cajuru tive que subir a serra, antes de chegar em Serra Azul, pois era a única que existia.

Já em Cajuru parei no posto do senhor Miltinho Camilo para abastecer, fui rodeado por mais de dez invejosos. Meu Jeepão era esplendoroso, só que meu destino era levá-lo para o sapateiro que residia em Itamogí.

O sapateiro, senhor Germano de Oliveira, havia me encomendado um Jeepão de capota vinil e que fosse barulhento, e o meu preenchia todos os requisitos. Eu disse para mim mesmo, é hoje que vou encher meus bolsos em moedas de ouro e prata.

A estrada passava por Cássia dos Coqueiros. Desci a serra, chegando em Itamogí, fui até a praça, e lá estava o senhor Germano com o avental todo cheio de graxa que foi logo me dizendo: seu dinheiro  esta na gaveta, eu pensei: é hoje.

No meu retorno para Cajuru, tomei o ônibus para Ribeirão Preto, mas desci no trevo de Altinópolis, pequei uma carona para Cajuru com o senhor Adalto Palma (falecido), parei no Boteco do Banha, tomei umas três malzibier estupidamente geladinhas e depositei a marva, ou seja, a grana no Banco F. Barreto S/A, onde eu era sub chefe, com muito orgulho.

Bartolomeu Beleboni