Um sonho de eleição

Por Maria Izabel Gomes Morgado

Eleição municipal, estadual ou federal, é sempre um evento que movimenta a sociedade, provoca discussões e reflexões. Há também cenas engraçadas, surreais e, até mesmo violentas. Nada que vá ao encontro de uma verdadeira democracia, nada que faça jus a toda uma história, a toda uma luta travada pela sociedade brasileira para se conquistar os direitos de escolha daqueles que vão decidir os caminhos de sua cidade, estado, país, por quatro anos.

   Este momento de cidadania deveria ser de análise dos candidatos; seu comportamento; sua vida pessoal, política e partidária. Esta última retrata os ideais e as propostas do partido ao qual cada candidato pertence, é a ideologia partidária.

   No ato da escolha, no voto de cada cidadão está a possibilidade de melhores condições sociais e econômicas para todos os cidadãos, num ato de igualdade, afinal do menos favorecido ao mais rico, do menos ao mais esclarecido, o voto tem exatamente o mesmo valor, não tem cor, não se distingue pela raça, sexo ou grupo social. É a representação do desejo soberano dos cidadãos.

   Assim sendo, a campanha eleitoral deve ser analisada pela verdade e seriedade, pelo bom senso e respeito. Há que se observar ideias, propostas, conversas e debates, sem ilusões de ostentação. A partir do momento que valores financeiros se sobressaem numa campanha, acende-se um alerta, um sinal para buscar verdadeiras intenções.

   Cada eleitor, ao participar de todo o processo eleitoral, sugerindo e vivenciando a democracia, está realizando o seu direito e, principalmente o dever de garantir que quem vier a ocupar o cargo político irá trabalhar por segurança, educação, saúde, habitação, emprego, sobrevivência digna para todos, em especial para os menos favorecidos.

Eleição, mais que cumprimento de dever cívico, de exercício de cidadania, de prática democrática, é fazer uso de uma ferramenta de poder, de poder escolher livremente, com responsabilidade diante da coletividade que anseia por lugares de vivência justa e inclusiva. E mais ainda, é pensar nas gerações futuras, na desmistificação de fake news.

A eleição do sonho de cada um pode mudar a realidade política e social de cada município e garantir qualidade de vida aos cidadãos para que vivam o bem de si e do outro.

Já passamos por tempos escuros quando mulheres não tinham o direito ao voto; do voto censitário (direito apenas dos ricos), do controle dos coronéis (voto de cabresto). É chegada a hora, cada vez mais, de exercer verdadeiramente a democracia: todos, em iguais condições, usando o voto com responsabilidade, levando em consideração não apenas a si mesmo, mas a coletividade.

Votar com consciência, fator preponderante para a realização de eleição tão sonhada, onde o eleitor participativo e engajado se faz representar verdadeiramente e, o comportamento do político eleito seja o reflexo da relação eleitores e seus representantes, lembrando que são os responsáveis em servir a todos os cidadãos e cidadãs que, juntos, escrevem a história da cidade.