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PROJETO RELEITURAS: A filosofia entre Apolo e Díonisio

Na manhã de 23/11/2017, o “Galdino de Castro” estava em festa, pode-se dizer que era “o Salão Nobre Teófilo Elias 70º”. Com o Projeto “Releituras: A Filosofia entre Apolo e Dionísio”, capitaneado pelo Prof. Bruno Marinelli, adolescentes deram um show de Filosofia, Mitologia, Pintura, História, Poesia, Sociologia, Música, Arte, em um jogo de linguagens diversas. Era muita informação para uma única manhã, era muita energia para um único dia; tanto que a Parte II ficou para o dia seguinte.
Havia o multiculturalismo, com Darcy Ribeiro e seus pensamentos; mangás animados, o Holocausto dramatizado – com a surpresa de que em uma das peças Hitler era gay.
Havia Charles Chaplin (Soldados! Não se entreguem mais a esses brutos, a homens que os desprezam, os exploram, governam suas vidas, que os perfuram, tratam-nos como gado, que dizem o que fazer e o que sentir e usam-nos como balas de canhão. Não se entreguem mais a estes homens, que têm uma máquina na cabeça e no coração) com imagens atuais.
Havia Pink Floyd (We don’t need no education/We don’t need no thought control/No dark sarcasm in the classroom/Teachers, leave them kids alone/Hey! Teacher! Leave them kids alone!/All in all, you’re just another brick in the wall)
Havia a Revolução Francesa com seu grito não realizado de Liberté, Egalité, Fraternité.
Havia o mundo líquido de Zigmunt Bauman, a Escola de Frankfurt, Marcuze, Kant, os iluministas, Sócrates e, é claro, não podendo faltar as marteladas de Friederich Nietszche e tantos outros que somente essa nova geração da informática e de informações simultâneas conseguia captar em sua totalidade.
Bethânia, Cazuza, Raul Seixas, Bruce Springsteen, Antônio Abujamra e sua Tabacaria.
Era preciso estar com os sentidos bem aguçados mas, sobretudo, com a visão e a audição em alerta o tempo todo.
Realmente, a Filosofia entre Apolo (o equilíbrio) e Dionísio (o exagero). Equilíbrio no aprendizado, exagero na criticidade. E não é isso que buscamos? Nós, os verdadeiros educadores?
Estavam ali nossos meninos e meninas, grandes deuses, poetas e filósofos (com textos de “vexaminar” até os melhores). É a eles, nossos mirmidões, que rendemos nossas mais sinceras homenagens.
É a Felipe Murari, o jovem ousado, crítico, inteligente, habilidoso a quem dirigimos nossos cumprimentos.
Enfim, como nas palavras do brilhante professor: “porque alguns apenas vivem e deixam de pensar. A vida, às vezes, nem sempre é tão simples, às vezes apenas uma alternância de privilégios, de uma classe de privilegiados, determina aqueles brancos que construíram muros, no lugar dos negros que escavaram a própria sorte e assim edificaram pontes, com a arte de construir escolas. Somos todos Doutor Galdino!”
Alunos de Escola Pública mostrando que são bons, são muito bons, são a excelência, basta lançar um desafio e eles vão, entendem os mais difíceis da Filosofia, sentem e escrevem como os mais renomados poetas.
Para ser aprendiz, basta um berço de sonho, uma semente de desejo.
Para o berço, a iniciativa de construir; para a semente, o lançador.
Em Cajuru, construtores e lançadores iniciaram uma história de aprendizagem que continua trilhando estradas de saberes: Escola Galdino de Castro.
Assim, mostraram os alunos da atualidade: esbanjaram seu potencial, sensibilidade e emoção nos trabalhos e performances do PROJETO RELEITURAS: A FILOSOFIA ENTRE APOLO E DIONÍSIO, capitaneado pelo Prof. Bruno Marinelli.
Os jovens e adolescentes do Ensino Médio cuidaram de apresentar resultados de reflexões filosóficas aliadas aos conteúdos e usaram ferramentas tecnológicas conjugadas a seu potencial intelectual.
Aprendizagem, saber acontecendo na atuação de sementes habitantes do berço do sonho, nas mãos de lançadores que já foram sementes em outros tempos e que continuam sonhando, crendo, a educação, o homem pode e vale a pena.
Parabéns à Direção, alunos, pais e mães. Parabéns a todos que possibilitaram uma manhã repleta de saberes e sabores.