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São Paulo divulga indíces de estudo de desenvolvimento social dos municípios

Pesquisa de responsabilidade social apresenta estabilidade nos índices de riqueza e longevidade em Cajuru e Santa Cruz da Esperança. Na educação, Cajuru despencou e Santa Cruz foi destaque estadual.

 

Cajuru apresentou crescimento econômico no período da pesquisa, mas despencou na educação.

Santa Cruz da Esperança foi destaque estadual na educação.

O prefeito Dimar de Brito utiliza os dados para planejar as ações da administração.
Por: Waldyr Buentes Filho
Os 25 municípios da região administrativa de Ribeirão Preto receberam as avaliações de seus desempenhos no Índice Paulista de Responsabilidade Social ( IPRS) por intermédio da publicação pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo da edição organizada , pela Fundação SEADE, com dados referentes ao biênio 2012 - 2013. A pesquisa avalia os principais índices sociais em 16 regiões administrativas em todo o Estado e avalia o desempenho das cidades nos quesitos riqueza, longevidade e educação.
A região de Ribeirão Preto foi classificada como a quarta mais rica do Estado e também a quarta mais longeva, mas é apenas a 12a no quesito educação. O estudo é feito desde 2008 e avalia dados relacionados ao consumo de energia elétrica, aumento do rendimento dos trabalhadores, taxas de mortalidade e adesão e rendimento escolar.
No desenvolvimento econômico, Cajuru apresentou crescimento de 2 pontos em 2014, com relação a 2012; passando de 34 pontos para 36, mas continuou abaixo da média estadual que subiu de 43 para 47. No comparativo desde 2008, o munícipio cresceu 7 pontos (de 29 para 36), enquanto a média subiu 6.
Santa Cruz da Esperança apresentou um crescimento muito maior nos 6 anos do estudo passando de 26 pontos em 2008 para 35 pontos, em 2014. Outros 22 munícipios da região apresentaram desenvolvimento econômico no período contribuindo com prodigiosa quarta posição no ranking de regiões, mas três municipios apresentaram retração economica: Ribeirão Preto, Sertãozinho e Luís Antônio.
No quesito longevidade, Cajuru manteve os mesmos 69 pontos do estudo anterior. O mesmo aconteceu com Santa Cruz da Esperança que marcou em 2014 os mesmos 57 pontos de 2012. Houve progresso do índice de longevidade em apenas 7 municípios, sendo a maior em Dumont (6 pontos), mas 10 cidades tiveram queda; sendo a mais brusca em Santo Antônio da Alegria, queda de 7 pontos. Mesmo com a queda de rendimento em tantos municípios a região ainda alcançou o quarto maior indíce entre as 16.
Quando o assunto é educação os indíces são animadores para Santa Cruz da Esperança e frustrantes para Cajuru. As duas cidades ocupam pontas opostas na tabela das que mais cresceram e das que mais caíram. Com desempenho impressionante, Santa Cruz da Esperança subiu 25 pontos no índice, em 2 anos e registrou o maior crescimento do índice de educação de toda a região, atingindo 71 pontos. Já Cajuru, despencou entre 2012 e 2014 e apresentou a maior queda entre todos os munícipios, caindo 9 pontos no período, 66 para 57. O IPRS da educação avaliou a evasão, frequência e desempenho dos alunos dos municípios através de dados oficiais do Secretaia de Estado.
Em entrevista ao Jornal de Cajuru, o prefeito de Santa Cruz da Esperança, Dimar de Brito, comentou os números e a importância do estudo para as administrações públicas: “Por meio da análise destes dados, os prefeitos podem identificar problemas e planejar as ações da administração,” afirmou Brito. Segundo ele, a disparada do índice de educação se deu por conta de muitos fatores, mas principalmente à valorização e capacitação dos professores e à implantação de atividades extracurriculares no período oposto ao das aulas. “É preciso educar em tempo integral. quatro horas de estudo por dia é pouco. Se a escola não for integral a administração tem que oferecer o segundo período de atividades,” explica o prefeito que implementou atividades esportivas, culturais e educacionais para complementar o sistema educacional do município. E ele complementa: “Os programas foram implantados com o máximo de qualidade, com profissionais muito qualificados. O resultado refletiu no índice de imediato. Atualmente alcançamos também a maior nota dentre as redes públicas em matematica e português para alunos do 1º ao 5º ano,” concluiu.
Dimar ressalta ainda que as pesquisas anteriores nortearam os trabalhos que a administração desenvolve na saúde. Segundo a secretária de saúde de Santa Cruz da Esperança, Geovana Biagi, o munícipio criou equipes de trabalho multidisciplinares no atendimento de saúde. “Hoje, a cidade conta com atendimento médico de diversas especialidades médicas, atendimentos fisioterapêutico, psicológico e nutricional, “ afirma a secretária. “Com isso zeramos o número de mortalidade infantil e perinatal de 2013 pra cá”, conclui. A cidade passou ainda a administrar números impressionantes na saúde. Em 2016, o município realizou 16.810 consultas médicas, 22.149 procedimentos ambulatoriais e 3.346 atendimentos fisioterapêuticos, psicológicos e nutricionais. Santa Cruz conta atualmente com 2.070 habitantes.