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Caixa Federal é explodida pela terceira vez em Cajuru

Aproximadamente 15 centímetros é a distância que separou a bala da cabeça do GM Sidnei Carvalho que estava na direção da viatura
Da redação
Fevereiro de 2018, há exatamente um ano a agência do banco Santander localizada no centro da cidade, uma das esquinas do Largo São Bento, foi atacada e explodida. Na ocasião, ninguém se feriu e informações extra oficiais apontam que levaram uma boa quantidade em dinheiro.
9 de fevereiro de 2019, eram 4h45m da madrugada de sábado quando vizinhos da agência da Caixa Federal, também localizada no centro da cidade, na rua Dona Maria Pires, ouviram os primeiros sinais de que algo estranho estava acontecendo. Barulhos de ferramentas de ferro se batendo ou caindo no chão. E não deu outra, logo começaram os tiros em sequência e as explosões.
Este foi o terceiro ataque na agência da Caixa Federal em Cajuru. O aprimeiro aconteceu quando a instituição funcionava na esquina das rua José Bonifácio com a Cel. Manoel Caetano e a segunda quando o prédio recém inaugurado ainda estava cheirando a novo. Na época, em função da violência das bombas, o atendimento ao público ficou prejudicado durante um bom período.
Nesta terceira tentativa, os indivíduos não obtiveram sucesso, afinal não conseguiram levar nenhum centavo. A explicação mais lógica que encontramos seria de que os explosivos falharam e não conseguiram impor potência suficiente para romper a proteção dos caixas. O que restou na agência foram alguns estragos, inclusive as portas de vidro da frente que ficaram totalmente destruídas.
Logo no início do ataque, uma viatura da Guarda Municipal conduzida pelos GMs Sidnei Carvalho e Liliam Porfírio, que estava em ronda na rua Capitão José Ferreira Diniz, ao passar em frente do Centro de Saúde Central, avistaram, dois quarteirões abaixo, um indivíduo postado no meio da rua, no encontro da Maria Pires com a Cap. José Ferreira Diniz. O GM Carvalho contou a nossa reportagem que viu quando o indivíduo disparou contra a viatura, e percebeu quando a bala atingiu o teto do veículo, alguns centímetros acima de sua cabeça. Neste momento o GM Carvalho acelerou e virou a esquerda pela rua Fernando Costa.
Assim como nos ataques anteriores, tudo foi muito rápido, inclusive a fuga da quadrilha composta por seis ou sete indivíduos e utilizando três veículos.
Dezenas de cápsulas calibre 12 e 44 foram encontradas espalhadas pelo chão, no entorno da agência. Nenhum membro da quadrilha foi capturado e, felizmente, ninguém se feriu, restou somente o susto e os danos à agência.
Devido a um artefato explosivo que ficou no interior da agência e próximo aos caixas eletrônicos, o GATI-Grupo de Ações Táticas da Policia Militar foi acionado sendo transportado pelo helicóptero águia. O artefato foi explodido no local.
Por se tratar de uma instituição federal, as investigações seguem em sigilo pelo Polícia Federal.