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Mais uma vez Piracema se apresenta muito fraca
A menos de um mês do final do período de desova, os peixes sumiram

Barragem da usina Itaipava na tarde de ontem, sem aquela imagem alegre da festa da Piracema que contemplávamos todos os anos com os peixes pulando

Da redação
Foi no dia 19 de janeiro de 2019 que trouxemos aqui no Jornal de Cajuru a notícia mostrando como a Piracema, período de reprodução do peixes, estava fraca.
Para medir se o evento está bom ou não, utilizamos a região abaixo da barragem da usina Itaipava no rio Pardo, considerado um dos locais mais importantes de Piracema do Pardo e onde se localiza a única escada de subida construída para que os peixes consigam sobrepor a barragem neste período.
Estivemos na tarde de ontem na Itaipava, e infelizmente a situação que presenciamos é muito preocupante. O período de desova dos cardumes vai até o dia 28 de fevereiro, já estamos portanto, na reta final e com uma quantidade muito inferior ao do ano passado quando já apontávamos a fraca presença de peixes se p reparando para liberar as ovadas.
Alguma coisa está errada. Vários episódios que podemos classificar como históricos, vem ocorrendo nos últimos anos, primeiro a não ocorrência das enchentes que são importantíssimas para a manutenção da vida nos rios inclusive no que se refere à desova dos peixes e um outro acontecimento são os baixos níveis de água do rio no período da seca deixando o paredão da barragem completamente seco, como temos registrado aqui no Jornal de Cajuru nos últimos anos.
Duas palavrinhas estão sendo citadas pelos cientistas do mundo todo: mudanças climáticas. Não tem outra explicação para algumas mudanças ambientais que estão ocorrendo por todo lado, inclusive aqui em Cajuru. Esta é a explicação que arriscamos citar para a queda gradual que vem ocorrendo na piracema e que certamente irá ocasionar outros danos naquele ambiente que tanto admiramos, que são os nosso rios tão agredidos pelo ser humano.
Daqui, vamos torcer para que no decorrer deste ano de 2020 não tenhamos que noticiar novamente estes fenômenos que vem ocorrendo nos últimos tempos. Em se confirmar, a natureza em sua totalidade, agradece.