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Cajuruense ganha Prêmio Jabuti 2018

Maria Fernanda Elias Maglio, escritora brasileira, cajuruense, é ganhadora do Prêmio Jabuti 2018, um orgulho para a cidade.
Esta foi a 60ª edição do Prêmio Jabuti, que premia lançamentos de livros do ano anterior, no mercado brasileiro.
Maria Fernanda, que já foi finalista do Prêmio Sesc de Literatura em 2016 e 2017, ganhou o 60º Prêmio Jabuti, na categoria conto, com seu primeiro livro: “Enfim, Imperatriz”.
A jovem escritora é filha do médico cajuruense Luis Fernando Elias e da professora Maria Rute da Silva Santos Elias, casada com Gabriel Machado Maglio, tem dois filhos, mora em São Paulo há quase vinte anos, onde trabalha como defensora pública, junto a pessoas pobres que estão cumprindo pena. Apaixonada por livros, em especial Guimarães Rosa, vem escrevendo contos e poesias, mas tem um romance em andamento.
Além da notícia relevante para Cajuru, o Jornal de Cajuru, através de sua direção manifesta seu orgulho, afinal, o pai, Dr. Luís Fernando, o tio Geninho e a avó Jamile Lourdes Elias, a saudosa Dona Doca, foram colunistas e colaboradores do Jornal de Cajuru, por muito tempo; Dona Doca foi uma das maiores incentivadoras para que o jornal fosse à frente, escrevia com prazer e tinha encanto especial pela literatura. Maria Fernanda tem suas raízes.
O livro premiado “Enfim, Imperatriz” é uma leitura que vale a pena, através de uma linguagem metafórica marcante, com uso de palavras com forte significado, demonstrando trabalho artístico, poético e dedicado por parte da autora, fruto de quem tem uma sensibilidade especial e um olhar humano e profundo diante do mundo.
São histórias que trabalham relações humanas, suas mazelas cotidianas, e levam a uma reflexão comportamental e psicológica, personagens que vivem angústias, emoções e alegrias, tudo muito próximo de sentimentos e conflitos individuais, mas que são de todos.
O espaço das narrativas vai do campo, passa por cidades pequenas, grandes e até o universo, será que a irmã desaparecida foi morar em Júpiter, ou se escondeu na barraca da feirante, ou na cela de Teresa, ou até se transformou num soldadinho de chumbo?
Aliás, todos os contos trabalham a afetividade de forma tocante, mas “Botões coloridos e soldadinhos de chumbo” é todo ele uma metáfora emocionante; para saber, tem que ler.