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Por: Odete Rosa
e-mail: odeterosa9@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DICAS & TRUQUES

Alguns fatos sobre a história do voto feminino no mundo

1– O século 19 se caracterizou pelas lutas por direitos. Homens brancos e ricos eram os únicos portadores de direitos civis, políticos e sociais. A luta pelo sufrágio universal buscava o reconhecimento de todas as pessoas enquanto indivíduos cidadãos.
2 – Uma das primeiras pautas dos movimentos das mulheres foi a luta pela participação na cena eleitoral.
3– Na Europa, as sufragistas se uniam à luta do movimento operário, contra a exploração de trabalhadores.
4– A Nova Zelândia, em 1893, e a Finlândia, em 1906, foram os primeiros países a reconhecer o direito das mulheres ao voto.
5– Na Grã-Bretanha as mulheres conquistaram o direito ao voto depois da Primeira Guerra Mundial.
6– Países como Suécia e Noruega seguiram o exemplo da Grã-Bretanha, registrando maior número de eleitoras do que eleitores.
7– Nos Estados Unidos, só em 1920 é que as mulheres conquistaram o direito ao voto.
8– O Equador foi o primeiro país latino-americano a permitir que suas cidadãs votassem, em 1929.
No Brasil
9– Foi em 1932 que o voto feminino começou a ser adotado no Brasil, mas só foi consolidado na Constituição de 1934, através do Decreto nº21.076.
10–A luta pelo voto feminino começou muito antes, em 1891, quando 31 constituintes assinaram uma emenda ao projeto da Constituição conferindo direito de voto às mulheres. Mas a ementa foi rejeitada.
11–Em 1832, Nísia Floresta publicou “Direitos das mulheres e injustiças dos homens”, um artigo em que exigia a igualdade de educação para todas.
De acordo com Nísía, “a situação de ignorância em que as mulheres eram mantidas era responsável pelas dificuldades que enfrentavam. Submetidas a um círculo vicioso, não tinham instrução e não podiam participar da vida pública; não participando da vida pública, continuavam sem instrução.
12– Na Bahia, Amélia Rodrigues protestava contra o envio de cativos para a Guerra do Paraguai.
13– Em Pernambuco, Maria Amélia de Queiroz lutava a favor da república e da participação das mulheres nas “lutas dos homens”. – No Ceará, Maria Tomásia Figueira de Melo presidia a sociedade abolicionista feminina, “Cearenses Libertadoras”.
14–A porta-voz das dificuldades enfrentadas após a proclamação da República, em 1889 foi Patrícia Galvão, conhecida pelo pseudônimo Pagu.
15–A primeira eleitora brasileira registrada foi Celina Guimarães Viana, no Rio Grande do Norte, em 1927.
A primeira prefeita da América do Sul foi Alzira Soriano, eleita em 1929, pela cidade de Lajes.
2015 - Mulheres votam pela primeira vez em eleições na Arábia Saudita. País era o último no mundo a negar às mulheres o direito de voto.

Frase do dia:
“Na dúvida, escolha o silêncio... Ele incomoda, chateia, irrita, não gasta suas energias e ainda preserva sua imagem”
Francisco Veríssimo

Maria Izabel Gomes Morgado

Debate?

O avanço tecnológico é fantástico, permite que o ser humano coloque o mundo na palma da mão, porém não dá o direito de se perder o respeito, de ser agressivo a até mesmo de achar que só o que você pensa é correto, bom, ideal. Afinal, não se trata de onipotência e a falta do presencial, do olho no olho facilita mais ainda a propagação de ódio e rancor, desta onda que assola o país num momento tão sério e importante.
O Partido dos trabalhadores cometeu erros sim, ao permitir que membros agissem da mesma forma que outros, alguns não entenderam que era preciso fazer a diferença.
Imagine, então, uma família que tenha entre parentes aqueles que não seguem a ética, o respeito, a honestidade, entre outros valores, daí toda a família seria condenada?
Creio que o momento é para escolher alguém que possa governar democraticamente, que tenha diálogo com o povo, que ouve as ansiedades dos brasileiros, sem retrocesso, sem jogar fora tantos direitos conquistados na luta, na dor e até na morte de muitos.
Na área da educação, quem esteve no comando das implantação e mudanças para que TODOS tivessem a oportunidade de ir para a universidade? Eu mesma tenho inúmeros ex-alunos de escola pública que se encontram nas universidades públicas (SISU) ou particulares (PROUNI), além do FIES, outros já trabalhando em bons empregos pois tiveram a chance de estudar, recebi abraços de alguns deles no dia do professor, puro orgulho.
Estudei em outros tempos, sou professora, pois meu pai custeou minha faculdade com trabalhos extras, um trabalhador rural que se esforçou muito para ver seus filhos formados. E hoje, como assistir à esta propagação de ódio e rancor, esta onda turbulenta, rancorosa, egoísta, envolvendo alguém que não merece pagar este preço, levando um povo a escolher candidato sem debate, sem trocar ideias, sem diálogos, sem olho no olho, que se impõe como alternativa ditatorial. Imposição não é democracia, não se pode perder o que foi conquistado para todos.
Que prevaleça o amor ao próximo, que a violência seja banida e que as políticas públicas se voltem cada vez mais para o menos favorecido, que cada brasileiro possa viver com dignidade, emprego, educação, saúde, segurança e paz.
Que cada eleitor escolha o futuro presidente do Brasil com discernimento, sabedoria, liberdade, sem ofensas ou ataques, para que o país caminhe em paz, na certeza de que erros também ensinam, que a crença de que há um messias ou uma mágica já aconteceu e não funcionou e mais, voltar no tempo, só nas lembranças, que podem ser boas ou amargas.