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Mesmo com as últimas chuvas nível do Pardo continua baixo

Mesmo com ligeiro aumento do reservatório a montante da barragem, a jusante no Pardo, o destaque são as pedras do leito que agora estão expostas

Ainda será necessária boa quantidade de chuva para que a barragem da Itaipava seja transbordada Aquele riozão está com o canal reduzido por alguns poucos metros de largura

Da redação
Foi no início do mês de julho, há dois meses que demos aqui no Jornal de Cajuru que pelo terceiro ano consecutivo a barragem da Itaipava estava totalmente seca. Esta semana com a chegada de algumas chuvas, voltamos até a usina localizada na divisa entre Cajuru e Santa Rosa de Viterbo, e o que encontramos, após dois meses, foi um ligeiro aumento do nível a montante da barragem mas insuficiente para verter no paredão.
Assustador também está o leito do rio, que abaixo da barragem, ou seja, a jusante, o Pardo se resume em alguns pouco metros com uma paisagem dominada pelas pedras, que em condição normal compõem o fundo do rio.
Entre as pedras, é possível encontrar restos de seres (pequenos peixes e caramujos) que faziam parte da vida no fundo do rio e que agora só restaran as carcaças.
De acordo com depoimento de rancheiros e pescadores que frequentam o rio Pardo, em diversos pontos de Cajuru e Santa Cruz da Esperança, em alguns pontos é possível atravessar o rio andando sem nenhuma dificuldade, e o que mais preocupa é que, de acordo com as previsões metereológicas, ainda levará um bom tempo para termos precipitação de chuva em maior volume.
Alguns especialistas estão se manifestando com preocupações das consequências com que estas baixas do volume do rio estão acontecendo e como isto irá afetar a vida e a reprodução das várias espécies de peixes. Afinal de contas, dentro de pouco mais de um mês já entraremos no período de reprodução com o início da Piracema em novembro, e para que a desova dos cardumes ocorra, é necessário que o nível do rio aumente.