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Por: Odete Rosa
e-mail: odeterosa9@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DICAS & TRUQUES

Campanha Setembro Amarelo/ “O suicídio precisa ser debatido.
No silêncio, ele cresce”.

Fonte: www.prevencaosuicidio.blog.br

O Setembro Amarelo é a campanha de prevenção ao suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP, criada no ano de 2014 junto ao Conselho Federal de Medicina - CFM.
Por meio dela, buscamos conscientizar a população sobre os fatores de risco para o comportamento suicida e orientar para o tratamento adequado dos transtornos mentais, que representam 96,8% dos casos de morte por suicídio.
O suicídio grita
Nós não somos orientados para identificar os sinais, mas eles existem na maioria dos casos de morte voluntária. Às vezes, eles vêm nas palavras, são os sinais verbais de quem diz, por exemplo, que não vê mais graça na vida, que quer “terminar com tudo”.
Há também alertas que se confundem com sintomas de depressão: mudanças bruscas de humor, recolhimento, tristeza, ansiedade, uso de substâncias tóxicas, agitação (insônia) e desesperança.
Um terceiro grupo merece cuidado ainda maior porque demonstra que a pessoa pode ter avançado na ideação do suicídio, ou seja, cruzou a fronteira da contemplação. Fez planos, ou já decidiu sobre a própria morte:
Despedidas: a pessoa procura aqueles que são importantes para se despedir. É comum buscar amigos de infância e que foram relevantes em algum momento de suas vidas.
Organização financeira: colocam sua contabilidade em dia, pagam dívidas e contas, normalmente para evitar que a família tenha problemas.
Desapego: se desfazem de suas posses, inclusive objetos de valor afetivo. É uma forma de fazer um testamento em vida.
Nostalgia e falta de planos: só falam do passado, relembram momentos felizes.
Melhora aparente: é comum ouvir depoimentos do tipo “mas ela estava bem melhor”, em particular, nos casos ligados à depressão. O que ocorre é que de fato, quando a decisão já está tomada, o conflito se dilui e a pessoa parece estar bem.
O que fazer?
Se você achar que alguém esteja pensando em se matar, a orientação é simples: converse de forma direta e sem julgamentos. Tente identificar em que estágio essa pessoa se encontra. A ideia passa pela cabeça ou já avançou para o planejamento?
Com delicadeza, ofereça ajuda e sugira procurar um psiquiatra porque ele pode estar com algum transtorno mental. Só um especialista poderá fazer esse diagnóstico.
Por fim, e mais importante, ouça, ouça e ouça. Muitas vezes, ter com quem conversar é o que eles mais precisam. Seja generoso e evite dar opiniões. A dor do outro nós nunca conseguimos alcançar.
Evite:
-Interromper a conversa
-Mostrar-se chocado
-Colocá-lo numa posição de inferioridade
-Fazer comentários invasivos
-Encarar o problema como trivial
Os jovens merecem cuidado redobrado, pois é na faixa etária entre 15 e 29 que encontramos os maiores índices de crescimento globais de suicídios. Em 2012, a morte voluntária foi a segunda causa de morte de jovens no mundo, e no Brasil o cenário é similar.


Frase do dia:
“A melhor forma de entender o suicídio não é estudando o cérebro, e sim, as emoções. As perguntas a fazer são: “onde dói?” e “como posso ajudá-lo?”
Dr. Edwin Schneidman