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Por: Odete Rosa
e-mail: odeterosa9@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DICAS & TRUQUES

Como o cigarro vicia e por que as mulheres são as vítimas da vez...

Fonte: Wanderley Preite Sobrinho/Portal Uol

29 de agosto — Dia Nacional de Combate ao Fumo
Quatro em cada 10 mulheres fumantes morrem antes dos 65 anos...
A receita básica é simples: monóxido de carbono, alcatrão, acetona, nicotina e até veneno de rato. A mistura que compõe o cigarro acalma, traz uma leve sensação de prazer, mas mata 156 mil brasileiros todos os anos, de acordo com a Fiocruz. Embora mais do que o dobro de homens fumem em relação às mulheres, são elas as vítimas do futuro: além de tragarem cada vez mais, a vulnerabilidade da mulher é maior para uma doença pulmonar que não para de crescer: a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).
O cigarro não causa alucinações, mas é uma droga psicoativa, explica o presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), José Francisco Kerr Saraiva. “A nicotina é uma droga proveniente da planta do tabaco que quando inalada, produz efeito psicoativos. Chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, fazendo com que o organismo, com o tempo, acostume-se a recebê-la frequentemente”, diz o cardiologista. Por isso a “falsa sensação de prazer”.
Mulheres na mira
Os homens ainda morrem mais por causa dos males provocados pelo tabaco, mas as mulheres nunca fumaram tanto. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), já são quase 10 milhões de fumantes do sexo feminino. Devido ao cigarro, quatro em cada dez mulheres morrem antes de completar 65 anos.
Um estudo publicado este mês pela revista “Cancer Research” sugere que elas terão 43% maior probabilidade de morrer por câncer de pulmão do que de mama até 2030. Nos Estados Unidos, o câncer de pulmão já é a principal causa de morte por tumores em mulheres.
E esse número tende a crescer em todo o mundo devido ao avanço da DPOC identificado pelo estudo “Mortality and Disability from Tobaco”, publicado este ano na “Revista Brasileira de Epidemiologia”. Das 156 mil mortes anuais pelo tabaco, 100 mil se devem a essa obstrução crônica do pulmão. Segundo o estudo “Global Burden of Disease”, a doença será a terceira maior causa de mortalidade no mundo até 2020. E as mulheres serão as mais afetadas.
Entre os quase 15 milhões de pacientes diagnosticados no mundo com DPOC, 58% são mulheres. Segundo a Associação Americana do Pulmão, elas têm 37% mais propensão à DPOC do que os homens.
Sintomas
Os pacientes hospitalizados com crises de DPOC têm mais chances de sofrerem infarto ou AVC (acidente vascular cerebral). A recomendação médica é procurar um pneumologista se o fumante sentir falta de ar ao subir escada, correr ou andar em ritmo acelerado.
O melhor conselho ainda é o de sempre: parar de fumar. Os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés, informa a médica Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia. Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue são regulados e o de oxigênio aumenta.
Depois de 24 horas, o risco de um acidente cardíaco diminui. Após 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar e o olfato e paladar melhoram. Entre duas semanas e três meses, caminhar fica mais fácil e a resistência pulmonar é recuperada em até 30%. “A partir de um a nove meses, a tosse, rouquidão e falta de ar ficam mais tênues. Os cílios epiteliais iniciam o crescimento e aumentam a capacidade de eliminar muco, limpando os pulmões”, diz a médica.
A pessoa também ganha disposição para atividades físicas. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após deixar de fumar, os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.


Frase do dia:
“O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem.”
Arthur Schopenhauer