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Como em todo o país, Cajuru convive com a greve dos caminhoneiros

Da redação
Nos últimos dias, o Brasil inteiro está vivendo e acompanhando um fato praticamente inédito em sua história, trata-se da greve dos caminhoneiros que estão dando um verdadeiro show de organização e mobilização.
Tudo começou durante esta semana, e aos poucos, o movimento foi crescendo e hoje o país está praticamente parado com a falta de diversos tipos de produtos em consequência desta paralização.
Em Cajuru, o movimento de paralização começou na quinta-feira (24/5), quando os caminhoneiros começaram a estacionar nos acostamentos do trevo do Cajanga, considerado ponto estratégico que dá acesso a outras importantes regiões do estado de São Paulo, inclusive Minas Gerais pela rodovia Abrão Assed SP-333 e SP 338.
Na SP-338, bem em frente do Posto Cruzeiro do Sul, pneus foram incendiados no meio da pista de rolamento, mas o fato foi controlado e o fogo apagado.
Muito embora na noite de quinta-feira o governo tenha anunciado que tinha fechado um acordo com os sindicatos da categoria, o movimento de paralização continua pois os caminhoneiros alegam que os sindicatos que assinaram acordo com o governo não os representa, desta forma a paralização continua.
Na tarde de quinta-feira, houve um corre corre de motoristas na busca de combustíveis que ainda restavam nos postos de Cajuru. Grandes filas se formaram e, na tarde de ontem, sexta-feira, restavam nos tanques dos postos de Cajuru pouca quantidade de gasolina e diesel, e praticamente zero o estoque de etanol. De acordo com alguns donos de postos com quem conversamos, as previsões para a próxima semana são desanimadoras em termos de abastecimentos de combustível, caso o movimento continue. No Posto Santa Cruz e Iguatemi as bombas estão fechadas e com o estoque zerado.
Sr. Milton Camilo Rodrigues de 92 anos de idade e o mais antigo dono de posto da cidade, há 60 anos no ramo, apoia o movimento e diz que irá manter o preço normal do combustível até a ultima gota, o mesmo comportamento de não alterar os preços observamos nos postos Shell da cidade e no Posto Cruzeiro do Sul.
O importante é que o consumidor deve denunciar as empresas que estão comentendo crime de abuso econômico.
Quanto aos organizadores do movimento em nossa cidade, Cássio Borges, Rodrigo Grizólio e Diego Ramos, dizem que continuarão firmes no propósito da paralização, mas pedem à população cajuruense maior apoio, muito embora já tenham ocorrido alguns casos de doações de alimentos no local, como no caso da empresa Edércio Vans, Menxom, Açougue do Dirceu, Marcelo da Menta, Pablo Refrigeração. Mesmo assim para permanecerem no local, eles precisam de mais doações.