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Domingo passado foi marcado por incêndios

O prefeito João Ruggeri se fez presente e coordenou a utilização do caminhão pipa As chamas consumiram o estoque de material plástico produzindo
uma grande língua de fumaça preta
Da redação
Foi fogo.
Assim foi o decorrer do último domingo (24/9) que começou com vários pneus incendiando-se logo pela manhã em uma das laterais do Campo de Aviação. A suspeita é de que uma das turmas que costuma passar tempo no local tenha ateado fogo por brincadeira.
Ao mesmo tempo que o incêndio no Campo de Aviação estava sendo combatido, surgiu outro, com grande intensidade, em um depósito de recicláveis, no bairro da Cruz Alta.
De acordo com moradores da vizinhança, o fogo começou durante a noite de sábado para domingo, em uma vala, ou buracão como também é conhecido, de aproximadamente 10 metros de profundidade.
A baixa umidade do ar e a vegetação seca, foram o combustível para facilitar a propagação do fogo que, após percorrer alguns metros, atingiu o depósito de recicláveis Saluz, de propriedade do ex-vice prefeito, Jose Donizete Menezes, também conhecido como Zezinho Verdureiro.
Após várias tentativas de conter o fogo, sem sucesso, as labaredas atingiram o fundo do depósito, onde estava estocada uma grande quantidade de material plástico que ao começar a ser consumida pelas chamas começou a emitir uma enorme quantidade de fumaça preta que podia ser avistada dos quatro cantos da cidade.
Um verdadeiro sufoco, foi o que presenciamos no local onde o proprietário, seus funcionários, familiares e vizinhos tentavam lutar contra as potentes chamas, ao mesmo tempo outros tentando conseguir ajuda através de caminhões pipas, até que finalmente chegou o caminhão pipa da prefeitura que, com muita eficiência, após alguns minutos de jateamento de água controlou as chamas. Rapidamente acabou a água do reservatório do pipa da prefeitura, mas um outro caminhão, de uma empresa de loteamento que atua em Cajuru, já estava chegando e deu prosseguimento no combate às chamas que estavam mais calmas.
Esta semana fomos percorrer e conhecer o local onde o fogo começou. Fomos atenciosamente recebido pelo Guilherme Reis que nos mostrou com detalhes o dano causado pelas chamas no local onde ele e sua família vem reflorestando há vários anos. Espécies como pequis, ipês, mangueiras, bananeiras e abacateiros foram totalmente consumidas e destruídas pelas chamas. Guilherme nos mostrou também uma jiboia de mais de um metro de cumprimento que morreu esturricada.
Neste segundo caso, as suspeitas também apontam para incêndio criminoso, ou seja, alguém ateou fogo no local causando transtornos e agredindo de forma violenta todo aquele meio ambiente. Felizmente ninguém se feriu.